domingo, 17 de junho de 2012

Morte Curiosa

Medo invicto, se manifesta em mim,
Lugares sombrios, despertam-me a curiosidade.

Noite de lua clara, brisa fresca, perfumes putrefatos.
Corpo dilacerado, sombra que se arrasta pela escuridão.

Arvores dançam, ao ritmo da brisa,
Rosas negras mortas, pétalas pelo chão,
Sangue em minhas mãos, rastro pelo chão.

Demônios alvos, sentem meu receio,
Debocham de meu medo.
Fantasmas dos mortos, suspensos no ar, diante meus olhos.

Convidam-me a conhecer, ver o outro lado.
O outro lado do véu.
Contam-me sobre a vida, a vida após a morte
Iludem-me com palavras, montam hologramas

Resisto como posso, nego cada convite.
Passos largos me levam longe daqui.
Mas a escuridão não deixa-me ir.
Cativa.

Tudo puxa-me de volta, todos querem-me do outro lado
Anseiam minha morte, desejam o meu fim
E tudo pelo medo, medo de ser feliz
Que deixei-me levar.
Vejo-te do outro lado.

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