Velhos padrões, quanta inocência.
Velhos hábitos, quanta vergonha.
Feridas expostas, quanta dor.Houve um tempo, onde mentiras e disfarces eram aceitos, seguiam invictos perante todos.
Houve um tempo onde mentiras eram verdades, onde poses eram tudo.
Mas esse tempo zarpou como um barco ao horizonte se despede lentamente.
Como as folhas no outono, mascaras estão caindo ininterrupta e rapidamente,
Meu mundo desmoronando.
Perturbando-me o sossego, vejo-me nu, diante de todos, diante de mim.
Inexplicáveis sensações atormentam-me, do medo a vergonha.
Meus fantasmas voltaram a me assombrar, lembrando-me de meus erros, de meu passado.
Estou entregue a própria sorte, rendido pelas emoções e sentimentos.
Perdido em mim, vagando sem rumo, como num dia frio de inverno procurando abrigo, procurando minha essência.
Ah longa jornada!
Me despido de mim mesmo, de minhas poses e encenações, de minhas mentiras e mascaras. Estou nu.
Me despeço de meus hábitos, de meus vícios e crenças.
E me despeço de você, deixando-te para encontrar-me, partindo para meu destino, caminhando sem rumo.
Perdoe-me meu amor, pelas feridas desnecessárias, pelas dores por mim causadas.
Não me aguarde voltar, não me espere acordada, pois a quem tanto feri, só desejo o melhor, que toda sorte lhe acompanhe.
Adeus.
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