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Território desconhecido. Terra de minha alma.
Vagando em mim, descobrirei meus segredos, minhas sombras e fraquezas... Meus demônios.
Riem de mim, zombam de minha fé, expõem minhas falhas... Sinto-me pequenino e fraco.
Sinto-me pequeno em mim, uma criança perdida e desorientada, curiosa e ignorante.
Ah! Há tanto para saber, tanto para ver.
Terra de mim mesmo.
Embarco em um navio, em direção ao horizonte. Zarpo sentido, pois tudo que jurava conhecer, não passara de ilusões.
Partirei, deixando tudo que conhecia em direção ao desconhecido.
Destino? Sem norte, sem rumo.
Ei de me encontrar, de me levantar mais forte.
Exorcizarei meus demônios, destruindo todos que zombaram de mim, que riram de minha fé e esperança.
Mas sou grato, pois muito aprendi, muito vivi e experimentei.
Amanhã certamente possuirei vivências muito melhores que as de hoje, e como um filósofo, encontrarei as respostas.
Serei um poeta, escrevendo em minha existência, poemas tristes e melancólicos.
Porém um tempo vira, onde me apaixonarei perdidamente, amarei grandemente... Amor de verdade, amor pela vida.
E então, tudo fará sentido!
E finalmente verei a luz do sol, brilhando sob mim, esquentando meu ser, iluminando meu caminho.
Por hora, me despeço de minha terra, de meus amigos e familiares, direi: Adeus meus queridos, partirei em busca de uma peça para preencher este vazio enorme que me consome.
Ate breve.
Ass.: Um pequenino viajante.

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