Tempo perdido, horas se foram.
Lagrimas escorrem, num rosto inexpressivo.
Flores aos pedaços, espalhadas no chão,
Já foram belas, já foram um buquê.
Noite fria, brisa cálida.
Invadem meu quarto, balançam as cortinas.
Sopram em minha ‘alma, gelam meu corpo.
Palavras não ditas, por pouco engolidas.
Silencio mortal, sátrico.
Olhos gritaram: Amo-te!
Num gesto expressivo, e se foi.
Deixando-me outra vez sozinha
Abandonando-me a própria sorte.
Meu coração dizia, o que minha mente negava,
Meus lábios cerravam o que não queria confessar
Não queria me entregar, não quero me machucar.
Mas já era tarde demais, tudo que relutei agora zombava de
mim.
Mente e coração, razão e emoção.
Ambos gritavam, ambos brigavam.
Mas concordavam ao dizer,
Ele não voltaria.
Nádia
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