Vaga solitária pela vida,
Renega e rejeita a todos.
Sem ímpeto ou escrúpulos,
Feri e destrói, para preservar sua segurança.
Pobre ninfa.
Cativa de seus medos, escrava do destino.
Padece em silêncio, chorando escondido.
Por debaixo de suas máscaras, tudo encobre.
Mundo escuro e gélido,
Tudo que vê a sua volta, sem principio ou fim, sem saída.
Injurias da morte, perdas da vida, de nada lhe servem,
Pois tudo a consome.
Amarga, atroz. Bela, sedutora.
Mundo perdido, ha muito esquecido.
Amor? Compaixão? Desconhece.
Há muito que não vê e muito que não sabe.
Arrastando grilhões, soluçando em silêncio.
Coração de pedra, olhos vidro.
Querida Rosa negra, não se desespere.
Pois vou encontra-la, vou ensina-la,
Na escuridão não ficará, sozinha não permanecerá.
Pois junto-me a ti, compartilho de sua dor.
E então, seremos dois andarilhos solitários, vagando pela vida.
Nádia
quarta-feira, 20 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
De Toda Sorte
Eis minha historia, minha lamuria.
Fui acusado erroneamente, por atos refugos que não cometi.
Obrigado a provar minha inocência, procurei com afinco por provas, trabalho vão.
Ameaçado e acusado, abandonei meu lar, minha família e minha amada. Encarcerado.
Em prantos fiquei, no silêncio, no escuro, sozinho e perdido.
Jurei a mim mesmo que não desanimaria, que tentaria fugir a cada momento, que a procuraria ate meu ultimo suspiro e a encontraria novamente.
Minha dama, não chores por mim, não sofras sozinha.
Meu coração não aguentaria saber que tais olhos lacrimejam por mim, que tal beleza foi ofuscada pela tristeza. Seria pior que torturas de outrem.
Te amo, saiba disso. E mesmo que apanhar, que morrer e apodrecer aqui, de ti nunca esquecerei.
Não encontro palavras para expressar condolências a ti, pra exprimir minhas condições e sentimentos.
Tentativas frustradas.
Já esta anoitecendo, quase nada vejo. Porem fique certa que escreverei outras vezes.
Se essa carta receber, tenha certeza que estou pensando em ti, e que estou bem.
De seu amor cativo, 'Denis'
(Para: Amélia)
Fui acusado erroneamente, por atos refugos que não cometi.
Obrigado a provar minha inocência, procurei com afinco por provas, trabalho vão.
Ameaçado e acusado, abandonei meu lar, minha família e minha amada. Encarcerado.
Em prantos fiquei, no silêncio, no escuro, sozinho e perdido.
Jurei a mim mesmo que não desanimaria, que tentaria fugir a cada momento, que a procuraria ate meu ultimo suspiro e a encontraria novamente.
Minha dama, não chores por mim, não sofras sozinha.
Meu coração não aguentaria saber que tais olhos lacrimejam por mim, que tal beleza foi ofuscada pela tristeza. Seria pior que torturas de outrem.
Te amo, saiba disso. E mesmo que apanhar, que morrer e apodrecer aqui, de ti nunca esquecerei.
Não encontro palavras para expressar condolências a ti, pra exprimir minhas condições e sentimentos.
Tentativas frustradas.
Já esta anoitecendo, quase nada vejo. Porem fique certa que escreverei outras vezes.
Se essa carta receber, tenha certeza que estou pensando em ti, e que estou bem.
De seu amor cativo, 'Denis'
(Para: Amélia)
domingo, 17 de junho de 2012
Morte Curiosa
Medo invicto, se manifesta em mim,
Lugares sombrios, despertam-me a curiosidade.
Noite de lua clara, brisa fresca, perfumes putrefatos.
Corpo dilacerado, sombra que se arrasta pela escuridão.
Arvores dançam, ao ritmo da brisa,
Rosas negras mortas, pétalas pelo chão,
Sangue em minhas mãos, rastro pelo chão.
Demônios alvos, sentem meu receio,
Debocham de meu medo.
Fantasmas dos mortos, suspensos no ar, diante meus olhos.
Convidam-me a conhecer, ver o outro lado.
O outro lado do véu.
Contam-me sobre a vida, a vida após a morte
Iludem-me com palavras, montam hologramas
Resisto como posso, nego cada convite.
Passos largos me levam longe daqui.
Mas a escuridão não deixa-me ir.
Cativa.
Tudo puxa-me de volta, todos querem-me do outro lado
Anseiam minha morte, desejam o meu fim
E tudo pelo medo, medo de ser feliz
Que deixei-me levar.
Vejo-te do outro lado.
Lugares sombrios, despertam-me a curiosidade.
Noite de lua clara, brisa fresca, perfumes putrefatos.
Corpo dilacerado, sombra que se arrasta pela escuridão.
Arvores dançam, ao ritmo da brisa,
Rosas negras mortas, pétalas pelo chão,
Sangue em minhas mãos, rastro pelo chão.
Demônios alvos, sentem meu receio,
Debocham de meu medo.
Fantasmas dos mortos, suspensos no ar, diante meus olhos.
Convidam-me a conhecer, ver o outro lado.
O outro lado do véu.
Contam-me sobre a vida, a vida após a morte
Iludem-me com palavras, montam hologramas
Resisto como posso, nego cada convite.
Passos largos me levam longe daqui.
Mas a escuridão não deixa-me ir.
Cativa.
Tudo puxa-me de volta, todos querem-me do outro lado
Anseiam minha morte, desejam o meu fim
E tudo pelo medo, medo de ser feliz
Que deixei-me levar.
Vejo-te do outro lado.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Abandono
Tempo perdido, horas se foram.
Lagrimas escorrem, num rosto inexpressivo.
Flores aos pedaços, espalhadas no chão,
Já foram belas, já foram um buquê.
Noite fria, brisa cálida.
Invadem meu quarto, balançam as cortinas.
Sopram em minha ‘alma, gelam meu corpo.
Palavras não ditas, por pouco engolidas.
Silencio mortal, sátrico.
Olhos gritaram: Amo-te!
Num gesto expressivo, e se foi.
Deixando-me outra vez sozinha
Abandonando-me a própria sorte.
Meu coração dizia, o que minha mente negava,
Meus lábios cerravam o que não queria confessar
Não queria me entregar, não quero me machucar.
Mas já era tarde demais, tudo que relutei agora zombava de
mim.
Mente e coração, razão e emoção.
Ambos gritavam, ambos brigavam.
Mas concordavam ao dizer,
Ele não voltaria.
Nádia
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Despedida
Velhos padrões, quanta inocência.
Velhos hábitos, quanta vergonha.
Feridas expostas, quanta dor.Houve um tempo, onde mentiras e disfarces eram aceitos, seguiam invictos perante todos.
Houve um tempo onde mentiras eram verdades, onde poses eram tudo.
Mas esse tempo zarpou como um barco ao horizonte se despede lentamente.
Como as folhas no outono, mascaras estão caindo ininterrupta e rapidamente,
Meu mundo desmoronando.
Perturbando-me o sossego, vejo-me nu, diante de todos, diante de mim.
Inexplicáveis sensações atormentam-me, do medo a vergonha.
Meus fantasmas voltaram a me assombrar, lembrando-me de meus erros, de meu passado.
Estou entregue a própria sorte, rendido pelas emoções e sentimentos.
Perdido em mim, vagando sem rumo, como num dia frio de inverno procurando abrigo, procurando minha essência.
Ah longa jornada!
Me despido de mim mesmo, de minhas poses e encenações, de minhas mentiras e mascaras. Estou nu.
Me despeço de meus hábitos, de meus vícios e crenças.
E me despeço de você, deixando-te para encontrar-me, partindo para meu destino, caminhando sem rumo.
Perdoe-me meu amor, pelas feridas desnecessárias, pelas dores por mim causadas.
Não me aguarde voltar, não me espere acordada, pois a quem tanto feri, só desejo o melhor, que toda sorte lhe acompanhe.
Adeus.
terça-feira, 12 de junho de 2012
O Tempo
Indiscerníveis sentimentos. Preenchem meu coração,
Fazem eco em minha alma
Desnorteando minha mente.
Como dizer-te tudo que sinto,
quando discursos já não expressam?
Como descrever-te meus sentimentos por ti, quando não ha palavras dignas para proferi-las?
Podia dar-lhe as estrelas, para que veja luz semelhante a tua.
Podia dar-lhe o céu, para que veja o quão vasto é o lugar que ocupas em minha vida.
Podia dar-lhe sol e a lua, os astros e planetas, para que saiba que és única e incomparável.
Porém nem mesmo as mais belas flores e os mais belos jardins, seriam suficientes para exprimir tais condolências.
Cartas para ti.
Trazem as mais encantadoras poesias e os mais inarráveis textos.
As mais belas palavras, de grandes poetas.
Palavras ao vento.
Deixo para ti minha amada, na esperança de que toquem-lhe a alma, e aqueça o seu ser.
Em noites frias e solitárias, em dias tristes e chuvosos.
Que elas sejam para ti um consolo, um refugio.
Pois de todo o meu coração, eu as escrevi.
Ao vento e ao tempo, se perderam aos poucos.
Formosas e passageiras, tinta e letras.
Esperança tenho, de que não se esqueça de mim minha dama.
Até breve.
De seu fiel viajante.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Ninfa De Meus Sonhos.
Venda-me os olhos para que eu não veja quem tu és,
Cega-me a alma para acreditar em tuas mentiras.
Linda e fugaz
Atrai-me com teus olhos profundos,
Envenena-me com teus doces lábios,
Envolve-me em teu perfume.
Quem dera conhecer-te profundamente?
Quem dera tê-la completamente?
Perfeita e inocente, toca-me profundamente.
Indomável!
Livre e destemida, cruel e artiloza.
Por aonde vás, rouba corações, destrói vidas.
Afável e Atroz!
Reis e poderosos, sábios e profetas, nenhum foi capaz de resisti-la.
Colecionadora de paixões, verdugo de almas.
Em teus encantos, em teu charme, sou seu escravo eterno.
Construindo sonhos, alimentando esperanças, me manteve cativo.
A luz da lua, esgueira-se pelas sombras, astuta.
Ao som das arvores, deleita-se.
Brincando com a morte, ingênua.
Ah malévola megera!
Como a ninfa de meus sonhos, vêm todas as noites a me perturbar, a me tentar.
Sigo meus dias ansiando para ver-te e tocar-te novamente.
Ao pôr do sol, aguardo-te em meu quarto, arrastando meus grilhões, ansioso com a sua chegada.
Eterno e mortal incapaz de escapar.
Encantador e cruel, impossível de resistir.
Perdido em ti, sempre estarei.
Nádia e Andrei
domingo, 10 de junho de 2012
Fantasma de mim mesmo
Entre a vida e a morte. Lugar silencioso,
perturbando-me os ouvidos.
Suave fragor intriga-me a alma, convida-me a segui-lo.
Dança macabra, sem ritmo, sem companhia, sozinho na escuridão, valsando a luz da lua.
Sombras chamam-me a atenção, desformes e medonhas, se estiram pelo chão.
A musica para, assim como minha dança, trazendo de volta o silencio.
Tão perturbador!
Incita-me a pensar, a adentrar em meu ser, a conhecer-me melhor.
Silêncio infeliz!
Empurra-me para algo que tanto evitei encarar a realidade.
Sozinho outra vez, com meu coração entre os dedos, observo minha mente vaguear, entre cada pensamento, entre cada lembrança.
Doces e cruéis lembranças!
Despertam meus sentimentos, emoções aflorando, fazendo-me lembrar de minha vida, da minha morte.
Para onde ir? O que fazer?
Quando se esta entre vida e a morte?
Fantasmas me rodeiam, me assustam e apavoram. Trazem-me sensações terríveis.
Dentre eles, um singular me desperta curiosidade.
Fantasma de mim mesmo.
Tudo que já fui, e ansiei ser, agora vagando diante meus olhos.
Quando isto terá fim?!
A morte se aproxima, como flores murchas, cada pedaço de mim morre, meu corpo se decompõe letargicamente, enquanto assisto petrificado.
Minha alma renasce! Dentre os escombros de minha morte, renasce como a fênix dentre as cinzas.
Brilhante e pura imaculada e perfeita.
Criação divina.
Estende-me a mão, e assim eu a acompanho, na jornada pela vida eterna.
Adeus fantasmas.
Andrei
Suave fragor intriga-me a alma, convida-me a segui-lo.
Dança macabra, sem ritmo, sem companhia, sozinho na escuridão, valsando a luz da lua.
Sombras chamam-me a atenção, desformes e medonhas, se estiram pelo chão.
A musica para, assim como minha dança, trazendo de volta o silencio.
Tão perturbador!
Incita-me a pensar, a adentrar em meu ser, a conhecer-me melhor.
Silêncio infeliz!
Empurra-me para algo que tanto evitei encarar a realidade.
Sozinho outra vez, com meu coração entre os dedos, observo minha mente vaguear, entre cada pensamento, entre cada lembrança.
Doces e cruéis lembranças!
Despertam meus sentimentos, emoções aflorando, fazendo-me lembrar de minha vida, da minha morte.
Para onde ir? O que fazer?
Quando se esta entre vida e a morte?
Fantasmas me rodeiam, me assustam e apavoram. Trazem-me sensações terríveis.
Dentre eles, um singular me desperta curiosidade.
Fantasma de mim mesmo.
Tudo que já fui, e ansiei ser, agora vagando diante meus olhos.
Quando isto terá fim?!
A morte se aproxima, como flores murchas, cada pedaço de mim morre, meu corpo se decompõe letargicamente, enquanto assisto petrificado.
Minha alma renasce! Dentre os escombros de minha morte, renasce como a fênix dentre as cinzas.
Brilhante e pura imaculada e perfeita.
Criação divina.
Estende-me a mão, e assim eu a acompanho, na jornada pela vida eterna.
Adeus fantasmas.
Andrei
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Minha Viagem.
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Território desconhecido. Terra de minha alma.
Vagando em mim, descobrirei meus segredos, minhas sombras e fraquezas... Meus demônios.
Riem de mim, zombam de minha fé, expõem minhas falhas... Sinto-me pequenino e fraco.
Sinto-me pequeno em mim, uma criança perdida e desorientada, curiosa e ignorante.
Ah! Há tanto para saber, tanto para ver.
Terra de mim mesmo.
Embarco em um navio, em direção ao horizonte. Zarpo sentido, pois tudo que jurava conhecer, não passara de ilusões.
Partirei, deixando tudo que conhecia em direção ao desconhecido.
Destino? Sem norte, sem rumo.
Ei de me encontrar, de me levantar mais forte.
Exorcizarei meus demônios, destruindo todos que zombaram de mim, que riram de minha fé e esperança.
Mas sou grato, pois muito aprendi, muito vivi e experimentei.
Amanhã certamente possuirei vivências muito melhores que as de hoje, e como um filósofo, encontrarei as respostas.
Serei um poeta, escrevendo em minha existência, poemas tristes e melancólicos.
Porém um tempo vira, onde me apaixonarei perdidamente, amarei grandemente... Amor de verdade, amor pela vida.
E então, tudo fará sentido!
E finalmente verei a luz do sol, brilhando sob mim, esquentando meu ser, iluminando meu caminho.
Por hora, me despeço de minha terra, de meus amigos e familiares, direi: Adeus meus queridos, partirei em busca de uma peça para preencher este vazio enorme que me consome.
Ate breve.
Ass.: Um pequenino viajante.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Conexão com o Divino
Uma manha de
sol fraco num final de inverno estou em uma montanha e procuro algo
enquanto aprecio tudo que vejo. Próximo
a um rio me deparo com um urso pardo, esse se levanta e começa a gruir, como se
fosse atacar, não me mexo, senti que era apenas territorial, ele logo se
acalma e no rio próximo pesca um peixe e senta para comer. Eu o observo por
alguns instantes. Olho a minha volta ainda a procura de algo, ao meu lado
direito ha um lobo de cor cinza e branco, ele era diferente dos que já vi, esse
tinha consciência e senti que me guiaria e me levaria ao que eu procurava,
intuitivamente eu o segui. Precisava chegar à outra margem do rio, era do outro
lado que continuariam a caminhar, ele me olhou e sem dizer nada me instruiu a
pensar numa ponte para aquele rio.
Assim eu fiz e logo se fez verdade, ele seguiu na frente me mostrando q era real e seguro atravessar, eu o segui. Do outro lado do rio ele percebendo minha incredulidade novamente me instruiu, dessa vez era para imaginar que a ponte não existia como originalmente eu havia visto. Então assim eu fiz novamente e se fez verdade, não havia mais ponte, ele me disse sem palavras que, a mente é poderosa, e que tudo é energia, até os pensamentos são energias, sendo assim poderia criar e destruir somente com a força do pensamento. Compreendi então e continuei a segui-lo. Seguimos uma trilha que subia pelos lados da montanha para chegar ao destino. Chegando ao topo, tudo era incrível, a vista era esplendida! Um sol lindo e quente a minha frente, me aquecia naquele dia gelado, abaixo arvores de variadas cores e formas, e um rio que passeava entre elas. O ar fresco e puro, cheio de vida simplesmente incrível! Sentei-me na grama, ele se sentou ao meu lado esquerdo. Enquanto contemplava o lugar de inigualável beleza, ao meu lado direito vi uma águia que posou numa pedra próxima a mim. Essa assim como o lobo tinha consciência e era sabia. Logo ouvi sua voz em minha mente, ela dizia:
Assim eu fiz e logo se fez verdade, ele seguiu na frente me mostrando q era real e seguro atravessar, eu o segui. Do outro lado do rio ele percebendo minha incredulidade novamente me instruiu, dessa vez era para imaginar que a ponte não existia como originalmente eu havia visto. Então assim eu fiz novamente e se fez verdade, não havia mais ponte, ele me disse sem palavras que, a mente é poderosa, e que tudo é energia, até os pensamentos são energias, sendo assim poderia criar e destruir somente com a força do pensamento. Compreendi então e continuei a segui-lo. Seguimos uma trilha que subia pelos lados da montanha para chegar ao destino. Chegando ao topo, tudo era incrível, a vista era esplendida! Um sol lindo e quente a minha frente, me aquecia naquele dia gelado, abaixo arvores de variadas cores e formas, e um rio que passeava entre elas. O ar fresco e puro, cheio de vida simplesmente incrível! Sentei-me na grama, ele se sentou ao meu lado esquerdo. Enquanto contemplava o lugar de inigualável beleza, ao meu lado direito vi uma águia que posou numa pedra próxima a mim. Essa assim como o lobo tinha consciência e era sabia. Logo ouvi sua voz em minha mente, ela dizia:
-Lindo não é? Muitos de vocês buscam a Deus, e alegam não encontrar, mas lhe digo que Ele esta mais perto do que vocês imaginam, vou lhe provar.
-Sinta o ar, respire profundamente - e assim eu fiz ,era único, como nunca havia sentido antes -Sentiu? – perguntou ele.
-Esse ar não é tão somente necessário para o seu corpo físico, mas é seu contato constante com Ele. Agora volte sua atenção para aquela arvore - apontando uma ao meu lado direito-sinta a energia dela, a vida que pulsa sutilmente - e assim eu fiz novamente, a sentia pura, serena, amigável e irradiava amor, como se fosse uma mãezona.
-Sentiu?-perguntou ele - ela é uma criação Dele, sendo assim é uma parte Dele, uma parte única, singular em sua beleza. É um presente pra você, para todos nós.
- Sinta agora o solo, a terra debaixo de você, ela não é somente um monte de terra, é também uma criação Dele, e vive, assim como um coração humano ela pulsa, sinta. - eu coloquei minhas mãos na terra e fechei os olhos e senti! Realmente havia energia, era sutil, mas emanava constantemente, pulsava mais adentro essa energia, essa vida.
-Sentiu?- perguntou ele novamente, fazendo uma breve pausa.
-A terra é generosa, ela esta sempre disposta a dividir, a doar o que tem de melhor, se você plantar, colherá, se você cuidar grata ela será. Ela não se importa em dividir seu "corpo" com todos os seres vivos –ele fez uma pausa - me veio à mente que os humanos dão algo e logo esperam e pedem algo em troca.
Ele consentiu como se lesse minha mente e continuou:
- Então tudo a sua volta é criação Dele, você é criação Dele.
-Volte sua atenção agora para o seu corpo, sinta seu coração bater ritmado, seu sangue fluir por todo corpo, o ar entrando e saindo alimentando a vida em você, a sua consciência livre... -Nunca havia percebido ou reparado em tamanha grandeza, como tudo é tão perfeito, uma verdadeira maquina de carne e osso. Como se me desse um tempo para pensar, continuou:
-Essa criação não pede muito para viver, somente ar e alimentos regularmente. Seguindo o que disse anteriormente, você é criação Dele, logo você é uma parte Dele. Sinta o amor em tudo que você sentiu, no ar, na arvore, no solo e em seu corpo, tudo em harmonia e criado com muito amor pensando em você, em nós. Não é preciso muito para busca-lo, apenas esteja consciente que Ele habita em tudo e em todos, Ele em sua sabedoria infinita plantou o bem e o mal em tudo, a dualidade é o equilíbrio. Lembre-se, Ele esta em você, Ele é você. Ele aguarda pacientemente a gratidão de tudo que ele criou, e que com um coração puro Ele possa abençoa-la, ajudar e continuar a presentear toda criação com o que há de melhor... – Novamente fez uma pausa, como se esperasse eu refletir e sentir cada palavra na sua essência.
Continuei a observar a paisagem linda e sentir todo amor e energia a minha volta. Uma coruja marrom posou ao lado da águia, assim como os outros tinha tanta consciência quanto eu. Ela só observava, como se aprendesse junto comigo. Após algum tempo contemplando e sentindo de maneira profunda tudo o que me rodeava, me conectando a Ele novamente e a mim mesma, a águia retomou a palavra.
-Vocês dizem que sabem o que é o amor, mas como podem afirmar com essa certeza que sabem ou sentem o amor, quando muitos não conhecem a Ele verdadeiramente?
-O amor puro e sincero, é verdadeiro e cristalino, existe em tudo e em todos. Olhe além das aparências, atentamente e comece a sentir com a alma tudo o que lhe digo, essa é mais uma oportunidade de se reconectar a Ele. - eu estava em êxtase espiritual e mental, quanta sabedoria, quantas verdades que me passavam desapercebidas.
-Despegue agora dos pensamentos e sentimentos formandos, de tudo que o homem lhe ensinou ate hoje. O mesmo homem que julga e condena, mas preza a justiça, o homem que cria e destrói, mas prega a preservação, o homem que ama seletamente e não o tudo, o homem que determina a felicidade pelo quanto possui e não pelo que é. O homem que infelizmente se perdeu e se desconectou Dele pouco após de nascer. Foi-lhe colocado um véu para que obedecesse a uma sociedade organizada que dita regras e leis, que nem sempre beneficiam a todos igualmente - fez uma pausa percebendo que constatei esses fatos, percebendo que agora havia uma vontade real em mim de tirar esse véu que a muito me cegava. Ele continuou:
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Outra pausa e eu estava maravilhada com tamanha sabedoria e discernimento. Tudo parecia tão mais simples agora, porque complicamos? Sentia-me livre, e feliz como uma criança novamente, como há muito tempo não me sentia. Sentia tudo de maneira intensa e constante, tudo pulsava ao meu redor em mim. Logo percebi que eu já não era tão somente um corpo, uma parte separada do todo. Que nesse momento não tinha mais corpo que me separava de tudo, eu era o todo, Ele estava lá, Ele estava em mim e eu Nele. - ele me observava e como se estivesse lendo meus pensamentos acrescentou:
-Isso é aprendizado para a alma, para uma vida! Aplique profundamente ao seu ser e na sua vida e espalhe a verdade Dele, deixe que todos O conheçam a partir de você, seja a semente para um mundo melhor, plante e colhera. Assim teremos todos e tudo reconectados, caminhando juntos a eternidade – Continuei a refletir sobre tudo que havia visto, sentido e ouvido. Tudo me parecia tão igual e tão diferente, prometi a mim mesma que não olharia a vida da mesma maneira novamente.
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