segunda-feira, 18 de junho de 2012

De Toda Sorte

Eis minha historia, minha lamuria.
Fui acusado erroneamente, por atos refugos que não cometi.
Obrigado a provar minha inocência, procurei com afinco por provas, trabalho vão.

Ameaçado e acusado, abandonei meu lar, minha família e minha amada. Encarcerado.

Em prantos fiquei, no silêncio, no escuro, sozinho e perdido.
Jurei a mim mesmo que não desanimaria, que tentaria fugir a cada momento, que a procuraria ate meu ultimo suspiro e a encontraria novamente.

Minha dama, não chores por mim, não sofras sozinha.
Meu coração não aguentaria saber que tais olhos lacrimejam por mim, que tal beleza foi ofuscada pela tristeza. Seria pior que torturas de outrem.

Te amo, saiba disso. E mesmo que apanhar, que morrer e apodrecer aqui, de ti nunca esquecerei.

Não encontro palavras para expressar condolências a ti, pra exprimir minhas condições e sentimentos.

Tentativas frustradas.
Já esta anoitecendo, quase nada vejo. Porem fique certa que escreverei outras vezes.

Se essa carta receber, tenha certeza que estou pensando em ti, e que estou bem.

De seu amor cativo, 'Denis'
(Para: Amélia)


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